sábado, 20 de novembro de 2010

Sid Mayer's Civilization: The Board Game (Parte 2)

Lançado este mês, Civilization: The Board Game é um dos jogos mais esperados do ano.
No jogo, cada participante escolhe uma civilização e um tile de terreno. Os demais tiles são embaralhados de cabeça para baixo para criar a área de mapa inexplorado. Em cada turno, os jogadores gerenciam suas cidades, movimentam sua tropas, exploram o mapa e pesquisam. As ações de cada turno incluem: Fundar novas cidades, mudar suas formas de governo e executar ações especiais disponiveis atraves de suas cartas de "maravilhas". Durante a fase de comércio é possivel realizar trocas com outros jogadores. Marcadores de cultura, recursos e tropas podem ser negociados nessa fase. Nas cidades é possivel construir unidades, produzir construções, maravilhas ou acumular riqueza. A fase de movimentação pode ser usada para explorar o mapa ou iniciar combates com as unidades de outros jogadores. Os combates são resolvidos através de cartas de combate que levam em conta e "era" da cada unidade.
Para mais informações acesse o site da Fantasy Flight.
Veja também: Sid Mayer's Civilization: The Board Game (Parte 1)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Small World

Um mundo de fantasia onde diversas raças estão em guerra por pequenos e preciosos pedaços de terra.
Small World tem vários méritos, mas, dois se destacam: a simplicidade das regras e o pequeno tempo de jogo. Difícil imaginar isso de um wargame.
Criado por Philippe Keyaerts (Vinci, Evo e Space Blast) o cenário de SW é disputado por seres como elfos, anões, amazonas, etc... Entre outras, num total de quatorze diferentes raças que  possuem um dos vinte poderes especiais. Cada vez que se joga, estes componentes são embaralhados criando sempre combinações diferentes. É praticamente impossível jogar duas partidas com combinações de raças e poderes repetidos.
Cada partida tem, nó máximo 10 turnos, que costuma durar, em média 60 a 90 minutos. O número de turnos e o tamanho do mapa mudam de acordo com o número de jogadores, pois há dois tabuleiros duplos que são usados dependendo da quantidade de participantes.
Ao escolher uma raça e um poder especial define-se a quantidade de fichas de tropas que o jogador irá receber. O combate é extremamente simples: para ocupar uma região o jogador precisa apenas colocar duas fichas de tropa mais um número igual às fichas que já estão na região a ser invadida.

domingo, 31 de outubro de 2010

Como Publicar um Jogo de Tabuleiro

"O segredo principal é ser maluco por jogos, é gostar de tudo que é lúdico"

A frase acima, de Mario Seabra, um pioneiro do segmento no Brasil e autor de ao menos 700 jogos, entre eles o War II, descreve bem o fenômeno. Creio que é um caminho natural para quem gosta de jogos de tabuleiro, após jogas vários deles, tentar criar o seu. Mas, para não acabar simplesmente copiando algo que você gosta, aqui vão algumas dicas que compilei de vários sites, em especial da matéria "Como fazer um jogo de tabuleiro?", postada no site da revista Mundo Estranho e escrita por Fabiano Onça, outro conhecido designer de jogos brasileiro.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Jogos Napoleônicos

Poucos assuntos dão tantas idéias aos criadores de games como as batalhas do imperador Francês. Veja alguns dos mais desafiadores
O número de países envolvidos, o cenário político instável, as inúmeras batalhas e até o colorido dos uniformes e das bandeiras fazem da Era Napoleônica um prato cheio para os criadores de jogos, tanto eletrônicos como tradicionais. Nem todos servem ao gosto do público comum - os jogos que retratam as batalhas, por exemplo, são geralmente tão complexos que podem demorar mais de 12 horas, sem contar o tempo que se leva para aprender as regras.
Jogos de estratégia históricos, como Civilization, não raro trazem cenários napoleônicos. O problema é que a maioria desses jogos não é distribuída no Brasil. Felizmente, com a ajuda da internet, é possível encomendar todos os títulos da nossa lista, ainda que o frete a partir do Hemisfério Norte acrescidos dos impostos de importação deixem as coisas mais caras.

sábado, 23 de outubro de 2010

Como Ensinar Jogos de Tabuleiro Para Crianças e Adolescentes

A primeira pergunta é: "Quem você quer ensinar?"
Atualizado dia 27/07/2011.

Sua principal preocupação ao apresentar um jogo é ver se a pessoa que você está ensinando está se divertindo, pois, independente da idade do aprendiz: quanto menos ele se divertir, menor será o interesse em jogar de novo. E se divertir não necessariamente significa ganhar.
Agora vamos analisar algumas coisas que você precisa ter em mente, dependendo de quem você quer ensinar. 
Crianças:
Apresentar os jogos de tabuleiro para crianças é bem simples. Por que? Porque elas adoram jogos e aprendem com facilidade. Então, sentar com um pequeno para ensinar um jogo de tabuleiro ou um card game, vai ser algo recebido com animação, e existem tantos jogos infantis que char um que o agrade não será difícil.
O aspecto mais complicado de ensinar crianças muito pequenas a jogar jogos de tabuleiro é achar um jogo adequado a sua faixa etária específica. O que você precisa prestar mais atenção nesse momento de análise não é exatamente na idade, e sim na capacidade de compreensão do jogo. Lembre-se que nem tudo que você escolher precisa ensinar números, letras e cores, você pode (e deve) escolher alguns jogos apenas para diversão. Há muitas lições importantes que ela pode aprender jogando, mesmo quando é só por jogar.
O que é mais maravilhoso em ensinar jogos de tabuleiro para crianças é que quanto mais novinhas elas são, maior será a tendência a continuar jogando - A não ser que você não jogue por diversão. Se você é do tipo competitivo, segure esse seu lado enquanto ensina os jogos - especialmente com os pequeninhos.
Uma empresa com diversos jogos interessantes para crianças é a GameWright. No site deles você vai encontrar os jogos separados por faixa etária de recomendação.

Bons Jogos para Ensinar Crianças: Blokus, Gulo Gulo, Go Away Monster, LEGO Creator, Hey That’s My Fish, etc

Pré Adolescentes
Quando crescemos um pouco mais, naturalmente nos tornamos mais interessados em desafios. A pré adolescencia também é a fase onde a criança quer ter mais convivência com as pessoas mais velhas e participar dos seus passatempos. Quando esse estágio chega, eles estão aptos a jogar com um pouco mais de estratégia. É nessa fase que se desenvolve mais profundamente a capacidade de abstração e formação de estratrégias.
O melhor jeito que encontramos de apresentar pré adolescentes aos jogos de tabuleiro é encontrando jogos que tenham um equilíbrio de sorte e estratégia. Jogos onde eles possam empregar estratégia suficiente para se sentirem desafiados ao mesmo tempo em que há sorte o suficiente para manter as chances de ganhar equilibradas, são bons para essa faixa etária. 
Lembre-se: a última coisa que uma pessoa nessa idade quer é ser tratada como criança. Tenha certeza que o jogo terá algum nível de desafio.
Os jogos que você escolher podem ser longos, desde que você tenha certeza de que eles serão capazes de manter o interesse dos jogadores durante o seu desenrolar.
Jogos abstratos e jogos para dois jogadores são ótimos para um primeiro contato. Em muitos casos, um jogo de duelo e visto como um desafio e a sensação que isto é causa é recebida com animo. Esse é o motivo de jogos como Ingenious, Abalone, Quarto estarem nas carteiras de boas escolas alemães, nas classes equivalente s nossa 5ª e 6ª série.
Bons Jogos Para Pré Adolescentes: Ingenious, Othello, Settlers of Catan, Carcassonne, Forbidden Island, etc

Adolescentes
Se você quer apresentar jogos de tabuleiro para adolescentes que tiverem pouco ou nenhum contato com eles no passado, pode ser que isto seja recebido com relutância, pois, eles tipicamente não ficam tão animados quanto crianças com a idéia de jogar um jogo de tabuleiro. Redes sociais e video games são apenas dois exemplos do que você vai ter que enfrentar ao tentar chamar a atenção de um adolescente.
O truque para trazê-los pro lado boardgamer da força é saber que tipo de coisa desperta o seu interesse e usar isso ao seu favor. Escolher um tema que seja familiar pode fazer toda a diferença: Fantasia Medieval, Comércio, zumbis, etc. Para alguns a idéia de diversão está estritamente associada a interação social, caso em que jogos com negociações e party games são a melhor escolha.
Tudo isso pode ser resumido em: conhecer os interesses do(s) adolescente(s) que você quer ensinar. Existem muitas personalidades diferentes e nós não podemos dar uma fórmula mágica, mas temos várias alternativas, e com tantos estilos diferentes de jogos e temas, com certeza há um que se adapte exatamente aos interesses de quem você quer jogar. Então trate de connhece-los bem.
Mesmo que a atenção dos adolescentes possa ser maior que a das crianças e pré-adolescentes, nossa recomendação ao apresentar os jogos de tabuleiro para eles é que não durem mais do que 45 ou 60 minutos. Os melhores jogos introdutórios são aqueles que duram por volta de 30 minutes.
E não esqueça de mostrar energia enquanto ensina o jogo, quanto mais entusiasmado você parecer, mais animados eles estarão em jogar.
Bons Jogos Para Ensinar Adolescentes: Stone Age, Ticket to Ride, For Sale, Apples to Apples, Dominion, 7 Wonders e Zombies!
Uma vez que você tenha tido sucesso em apresentar um jogo a um novo jogador, seja ele uma criancinha, um pré adolescente ou um adolescente, eles estarão mais propensos a aceitar a sua opinião quando for ensiná-los um segundo jogo. E após várias experiências positivas com jogos diferentes, você encontrará mentes abertas a novas possibilidades.
Para saber mais leia: Como Ensinar Jogos de Tabuleiro Para Adultos
Matéria publicada originalmente no site Board Game Family.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Oficina Martha Falcão

Dia 2 de outubro realizamos a primeira oficina de Eurogames voltada a universitários.
A Zona Negativa, loja especializada em jogos de tabuleiro importados na cidade de Manaus, vem realizando há alguns meses oficinas visando a popularização dos jogos de tabuleiro modernos.
Como na maior parte de Brasil a população de Manaus em sua grande maioria desconhece a produção de jogos européia recente e mesmo a americana das últimas décadas.
O mercado brasileiro, assim como o mundial, sofreu forte concorrência dos jogos eletrônicos nas últimas décadas, e no Brasil, o impacto das novas tecnologias foi ainda mais forte. Quando se fala ao público brasileiro sobre jogos, a imagem que vem a mente é a de jogos eletrônicos. Os jogos de mesa ficaram associados a algo anacrônico e ultrapassado.
O desconhecimento do público a respeito dos Eurogames não foi, no entanto, uma barreira intransponível. Desde que começamos, no início do ano, a realizar exposições de

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Batalha de Hastings

Para marcar o retorno das atividades no blog, uma peguena resenha sobre uma das mais importantes Batalhas da história.
O conflito originou-se da disputa sucessória pelo trono da Inglaterra. Harold Godwinson reclamou o trono logo após a morte de Eduardo, o Confessor em janeiro de 1066. Ele contava com o apoio da Witenagemot, a assembléia dos nobres Anglo-Saxões.
Segundo algumas fontes da época, Eduardo havia prometido em vida o trono para seu sobrinho Guilherme, Duque da Normandia, mas mudou de opinião no leito de morte e transferiu o direito do trono para Harold.
 


A notícia da coroação de Harold foi interpretada como uma declaração de guerra por Guilherme, que começou os preparativos para o ataque. Como o exército normando não era grande o bastante, nobres italianos foram chamados para complementar as tropas.
Para aumentar o entusiasmo das tropas, Guilherme prometeu terras e títulos aos nobres que o acompanhassem. Com isso recrutou uma frota de 696 embarcações e um contingente de cerca de 20.000 homens.
Em setembro de 1066 as tropas aportaram sem oposição em Pevensey . O então rei Harold II havia acabado de derrotar as tropas comandadas por Harald Hardrada e Tostig Godwinson (irmão de Harold) na Batalha de Stamford Bridge, próximo a cidade de York.
Logo que foi informado do desembarque das tropas do duque da normandia apressou-se em ir ao encontro dos invasores. Seu irmão Gyrth aconselhou-o a aguardar a chegada de reforços, mas Harold estava determinado a mostrar a seus súditos que estava apto a defender seu reino de qualquer invasor.
O exército inglês era composto quase na sua totalidade por infantaria. Os soldados eram profissionais, recrutados entre a baixa nobreza e tinham um forte elo de obediência ao rei. Sua arma básica era o machado de guerra duplo e, como arma secundária cada soldado carregava uma espada.
A força dos normandos vinha de sua cavalaria, conhecida como uma das melhores da Europa.
No inicio da batalha a ofensiva começou com os normandos que cobriram as tropas inglesas com flechas, mas os escudos da infantaria inglesa fizeram bem o seu papel de defesa.
A infantaria de Guilherme avançou para concluir o ataque, mas, as tropas defensoras tiveram menos baixas que o esperado e conseguiu manter-se firme diante da investida normanda o que obrigou o duque a ordenar um ataque de sua cavalaria antes do esperado. Mais uma vez, o exército inglês repeliu o ataque.
Neste momento, o duque teve uma idéia que mudou o destino da batalha. Ordenou o avanço do seu flanco esquerdo, constituído principalmente por homens inexperientes e mal armados, que não estavam à altura dos ingleses. O flanco esquerdo foi massacrado e muitos puseram se em fuga. O flanco direito dos ingleses precipitou-se em um ataque contra os bretões em retirada. Sem o suporte do resto do exército e a proteção da muralha de escudos, foram apanhados por uma carga de cavalaria normanda e massacrados.
Vendo que o inimigo era rápido em sair de sua posição no contra-ataque, os normandos começaram a orquestrar fugas, de forma a atrair os ingleses para a morte, numa táctica já usada em guerras no continente. A cada novo embate, fuga e emboscada, a muralha de escudos ingleses tornava-se mais frágil e ao fim do dia era já bastante permeável. Preocupado com a fraqueza da sua própria posição, Guilherme manda avançar de novo os arqueiros, numa última tentativa para resolver a batalha antes de a noite cair. Desta vez os arqueiros foram bem mais eficientes e provocaram sérias baixas na linha inglesa. Nesta altura, a cavalaria normanda lança o último ataque. No confronto que se seguiu, o rei Haroldo II de Inglaterra foi ferido e perdeu o controle dos acontecimentos, lançando o caos no seu exército. Em breve a barreira de escudos desmoronou, assim como a resistência inglesa.
Após a luta, Guilherme foi para Londres, aonde foi coroado no Natal de 1066 na abadia de Westminster.

Scarab Lords

Dois Faraós lutam para unificar Hekumet, o reino de fantasia baseado no Egito antigo.

Confesso que comprei o jogo empolgado pelo tema e arte, mas me decepcionei um pouco. O jogo está longe de ser ruim, mas, realmente deixa a desejar.

Scarab Lords é composto de um pequeno tabuleiro que representa o reino de Hekumet e suas duas divisões, alto e baixo (alusão direta ao alto e baixo Egito antigo). Os jogadores lutam para unificar o reino e para isso utilizam, cada um, baralhos de 30 cartas que representam seu poder nas áreas cultural, religioso e militar.

O jogo é dividido em três fazes onde pode baixar cartas e uma fase extra chamada fase de supremacia onde pode utilizar os bônus por ter superioridade em uma das três citadas acima. A superioridade militar permite descartar cartas do adversário, a econômica permite comprar cartas e a religiosa permite cancelar poderes das cartas do adversário pondo marcadores de maldição.

Ganha o jogador que tiver superioridade em pelo menos duas áreas de cada região do tabuleiro ou acabar com o baralho do adversário.

As falhas que notei são que o jogo é um pouco estático, há poucas cartas com efeitos que permitam grandes reviravoltas na partida. Assim, quem começa na vantagem tem maiores chances de vencer. Além disso, há muitas cartas e efeitos que descartam o baralho adversário e assim, o jogo se torna muito rápido e previsível.

Há um modulo avançado que permite a troca de cartas dos decks por cartas de um deck adicional.

As imagens da postagem são do BGG. A edição que adquiri é ligeiramente diferentes

Knizia bateu na trave e deixou um pouco a desejar neste jogo que vale mais pelo acabamento que pela mecânica.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Palestra Sobre Jogos de Tabuleiro

Hoje realizei uma palestra sobre jogos de tabuleiro para os alunos do Curso de Design da faculdade Martha Falcão em Manaus.
A idéia é criar um grupo para discussão e desenvolvimento de jogos para comercialização ou uso pedagógico em parceria com alunos de cursos como designer, pedagogia, história, etc.
Falei sobre a história dos jogos, em especial dos Eurogames e suas dinâmicas.
A participação do público foi bem acima do esperado e, como eu desconfiava, a maioria desconhecia os jogos produzidos fora do Brasil.
A visita deve continuar no sábado dia 2 de outubro. Com uma demonstração de jogos.
Pena que nesta visita esqueci a câmera fotográfica, mas após a demonstração posto imagem aqui no blog.

sábado, 11 de setembro de 2010

Bandai America anunciou na Gen Con um jogo de cartas baseado em Resident Evil que deve ser lançado na semana do Halloween.
O jogo deve ter um estilo de jogo parecido do com TCG e será baseado na série de videogames que já vendeu mais de quarenta milhões de copias. O jogo utilizará arte renderizada dos quatro primeiros jogos da série. É o primeiro produto da Bandai America a focar o público jovem, diferente dos demais itens da empresa destinados ao público infantil.
Os jogadores começam com um deck incompleto e devem melhora-lo para conseguir matar as criaturas da mansão. O objetivo é matar o zumbi líder. 
Entre as cartas há as de munição (ammo) e de recurso (gold). Gold é usado para comprar novas cartas para o deck e ammo para melhorar as armas de fogo. No modulo de jogo estória os decks são evoluídos com a intenção de enfrentar o zumbi principal.
Há também o modo versus, em que os jogadores se enfrentam e o modo por tempo, em que vence quem matar mais criaturas.
A primeira expanção está planejada para março de 2011 e se chamará Resident Evil: Afterlife.
Mais informações no site do fabricante: Bandai America
Postado originalmente no blog: Zona Negativa
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