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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Santo Padroeiro dos Jogadores

Quem seria o padroeiro dos Boardgamers? 
São Caetano
Os santos são, dentro das igrejas católica e ortodoxa pessoas que morreram em "estado de graça". Hoje há um processo oficial da igreja católica (criado a partir do sec X e chamado de canonização) que determinam quais critérios devem ser cumpridos pelo candidato a fim de ser reconhecido como santo. Dentre eles são atribuídos o papel de protetores para algumas profissões, lugares e atividades. São os santos padroeiros.
Diferente do processo de canonização, a escolha de um padroeiro é feito, basicamente, pelo sentimento de afinidade dos devotos a algum aspecto da vida do santo e ocorre de forma quase que espontânea. Alguns exemplos interessantes são:
Santa Lúcia, que teve os olhos arrancados durante seu martírio e tornou-se a padroeira dos cegos e dos oftalmologistas;
Santa Clara, que um ano antes de sua morte, assistiu a celebração da eucaristia sem precisar sair do seu leito e é aclamada como padroeira da televisão;

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Carcassonne

Conheça um pouco sobre a história da região que deu nome a um dos mais famosos jogos de tabuleiro de todos os tempos.
Carcassonne é uma comuna francesa do departamento da Aude na região do Languedoc-Roussillon. Conta com uma população de 43 950 habitantes (1999) num território de 65,08 quilômetros quadrados.
Carcassonne encontra-se noventa quilômetros a sudeste de Toulouse, entre os Pirenéus e o Maciço Central francês. Está na encruzilhada de duas vias terrestres em uso desde a Antiguidade: a ligação do Atlântico para o Mediterrâneo e a ligação do Maciço Central a Espanha, à volta dos Pirenéus.



A primitiva ocupação da região que hoje é conhecida como Carcassone remonta a povos Celtas, Galo-romanos e Visigodos. As fundações das suas casas e muralhas da região comprovam com clareza essas sucessivas ondas migratórias.
O nome da região vem dos romanos que fortificam a colina e a denominam Julia Carsaco, mais tarde Carcasum.
Durante a Idade Média foi defendida por um imponente conjunto de fortificações, ficando circundada por uma dupla linha de muralhas, que ainda hoje pode ser vista, e representa o ápice da engenharia militar do século XIII. O traçado irregular de suas ruas estreitas contrasta com a magnificência das muralhas e do castelo guarnecido por 59 torres e barbacãs, poternas e portas.
Foi restaurada por Violet-le-Duc que lhe conferiu o atual aspecto.
Ao final do século XIX, o conjunto estava praticamente abandonado, quando foi redescoberto por turistas ingleses.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a cidadela foi usada como campo de prisioneiros.
Em 1997 as fortificações de Carcassonne obtém o status de património mundial pela UNESCO
Para saber mais acesse o site do Ministério da Cultura Francês a respeito da cidade.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Os Hoplitas

Hoplita (do grego ὁπλίτης, transl. hoplítes, pelo latim hoplites) era, na Era Clássica da Grécia antiga, um soldado de infantaria pesada.
Seu nome provém do grande escudo levado para as batalhas: o hóplon.
O hoplita era o principal soldado grego da antigüidade. Os exércitos de hoplitas lutavam corpo-a-corpo em densas colunas, formação da falange, com a ponta das lanças de várias fileiras se projetando para fora da formação golpeando na altura do peito. Apresentavam um formidável bloco de lanças sustentado acima dos ombros. Na batalha, eles avançavam sobre o inimigo como se fossem uma parede de escudos, golpeando com suas lanças sobre os escudos. Os homens posicionados na parte de trás empurravam os que estavam na frente e golpeavam sobre eles. Essas aterrorizantes batalhas corpo a corpo normalmente eram curtas, mas fatais. Lutar em curta distância nessa formação requeria treinamento e disciplina que se tornaram um estilo de vida.
Sua armadura era composta de elmo, couraça (peito de armas), escudo e cnêmides. Carregavam uma longa lança ou pique de 2,5m geralmente, e uma espada curta para combates de curta distância.
Antes da ascensão dos hoplitas, a maioria das batalhas envolvendo exércitos consistia em arco e flecha e posicionamento. Os gregos tornaram a guerra pessoal e intensa e os hoplitas, então os melhores soldados de infantaria do mundo, dominaram os campos de batalha antigos durante séculos até serem suplantados pelos mais flexíveis e funcionais legionários romanos.
O modelo guerreiro inventado pelos gregos entre 700 e 500 a.C. é inseparável do sistema político da cidade – a democracia.
Tratava-se, em essência, de um conjunto de homens livres decidindo coletiva e livremente o destino de sua comunidade. Conseqüentemente, a cidade se encontra onde se encontram seus cidadãos. Se todos estes embarcassem em navios, como os atenienses fizeram diversas vezes devido aos perigos que os ameaçavam, a cidade encontrar-se ia sobre os navios e não mais sobre Atenas.
A cidade se encontrando onde se encontram os cidadãos, é natural que possua uma extensão sob o campo de batalha, e que a formação tática adotada por estes mesmos cidadãos seja o reflexo de sua organização política, ainda mais que a atividade guerreira é, sem dúvida, uma das mais importantes aos olhos dos gregos, ao lado da agricultura.
Este sistema, que emerge no século VIII a.C., é tanto político quanto econômico. Ele se origina de uma nova categoria sócio-econômica – a dos pequenos proprietários rurais – que, possuindo as terras desde o surgimento dos grandes domínios micênicos, caso único em todo o Mediterrâneo de outrora, beneficiam-se do direito de possuir armas individuais. Além disso, durante o mesmo período em que se viu o fim da Idade do Bronze, o trabalho com ferro se generalizou, tornando as armas mais sólidas e, conseqüentemente, mais mortais, enquanto as armaduras e os capacetes vão permanecer em bronze, mais flexíveis e mais leves. Devemos dizer que estes homens estavam bastante decididos a defender a qualquer custo suas posses, e que eles se consideravam capazes de fazê-lo, principalmente contra as suas cidades vizinhas, e isto a fim de evitar que os imensos domínios da época micênica pudessem ser reconstituídos.
"O que eu temo não é a estratégia do inimigo, mas os nossos erros".
Péricles

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Catafractos

Os catafractos ou catafractários (grego: κατάφρακτος, kataphractos) eram uma unidade de cavalaria utilizada por povos antigos (sármatas, partos, armênios e, posteriormente, romanos e bizantinos). Literalmente significa "blindado" ou "completamente fechado". A armadura utilizada por esta cavalaria se chamava catafracta.
Cavalaria foi extremamente comum entre os povos das estepes e partes da Europa Central, onde os cavalos eram abundantes.
Um dos primeiros exemplos conhecidos de cavalaria pesada foi descoberto em Khwarezm, uma região na Ásia central, perto do Mar de Aral. As escavações revelaram as pinturas de guerreiros vestidos de armadura montado num cavalo blindado, carregando uma lança e arco. Estima-se que esses cavaleiros foram usadas nessa região, logo no século VI aC. É também nessa época que começou a substituição gradativa dos carros de combate pela cavalaria no Oriente Próximo. Culturas, como os assírios, os persas aquemênidas, e mais tarde os macedónios utilizaram com sucesso a cavalaria pesada em seus exércitos. O aquemênidas, em particular, eram conhecidos por seus cavaleiros fortemente armados com armadura nos cavalos.
Uma das descrições mais completas dos Catafractos e a do escritor Heliodoro de Emesa, que viveu no século 3 dC. Curiosamente, a sua obra "Aethiopica" não é um relato histórico, mas uma romance ambientado na Etiópia. No entanto, é evidente que Heliodoro incorporou elementos militares do seu tempo a história, mais notavelmente dos catafractos, dos quais ele tinha muito a dizer.
De acordo com Heliodoro, catafractos eram homens de grande tamanho e físico. Usavam capacetes, armaduras no pescoço, e máscaras de metal que deixavam apenas os olhos desprotegidos. Armadura de sobreposição de placas de metal protegia do pescoço ao joelho, mas não suas coxas, que ficaram sem armadura para um melhor controle dos cavalos. As placas de metal eram projetados para permitir livre movimento do corpo do condutor, proporcionando máxima proteção. O cavalo também era semelhante blindado, provavelmente para protegê-lo contra flechas. A cabeça e as pernas do cavalo são descritos como completamente blindado e um casaco de cota de malha era colocado na parte de trás do cavalo. Notavelmente, a barriga era uma das áreas que não eram blindados. Para as armas, os cavaleiros catafractos carregavam uma lança longa (kontus) e muitas vezes flanqueavam o inimigo segurando o lança horizontal. O impulso do cavaleiro e cavalo foi descrito como capaz de transpassar a lança através de dois homens (segundo Plutarco e Crasso). Além da lança, carregavam armas como espadas e arcos.
Catafracto Sassanida

domingo, 26 de abril de 2009

Imortais


Os imortais formavam a tropa de elite do exército persa e nos períodos de paz serviam como guarda real.

A primeira referência histórica a seu respeito vem do historiador grego Heródoto, que os chama de Athanatoi (os Dez Mil). Segundo o autor, a alcunha se deve ao fato de que para cada membro do grupo havia um substituto que, em caso de morte ou ferimento sério do titular, assumia o seu lugar dando ao inimigo a impressão de que o grupo não havia sofrido perdas.
Devido a sua função de guardiões reais, apenas homens de origem persa ou meda eram aceitos em suas fileiras. Esta característica lhes dava uma grande vantagem sobre as demais tropas persas, que eram compotas por
pessoas de diversas etnias e línguas, que combatias lado a lado nos demais pelotões.
Os imortais tiveram papeis de destaque na conquista da Babilônia por Ciro em 547 a.C., na campanha de Câmbises contra o Egito em 525 a.C. e na invasão de Dario a Índia e a Citia em 520 e 513 a.C.
Segundo Heródoto, os Athanatoi tinham permissão de utilizar jóias sobre os uniformes e durante as batalhas seu regimento era acompanhado por carruagens cobertas que transportavam suas esposas, itens pessoais e alimentação diferenciada da tropa comum.
Eram soldados profissionais, como os espartanos, mas, apesar da sua coragem, seu armamento mostrou-se completamente ineficiente contra a falange grega.
As principais armas dos Imortais eram o arco e a lança curtos. Um peitoral de couro reforçado com placas de metal era usado por baixo da túnica. Na mão esquerda carregavam o gerron (pequeno escudo de Madeira com reforço de couro). Nas costas carregavam uma aljava. Uma espada curta ou adaga longa completava o conjunto.
Usavam uma túnica folgada ricamente decorada com detalhes em roxo, azul, amarelo ou branco.
A tática básica dos imortais era o ataque frontal com os homens dos flancos dando cobertura com disparos de arco.
A principal razão para a inferioridade do equipamento utilizado pela infantaria era que a estratégia militar persa baseava-se nos ataques de cavalaria e arqueiros. Tendo a infantaria um papel secundário.
Parte da deficiência bélica persa foi sanada com a adoção do hoplon (escudo circular grego) durante a guerra do Peloponeso, mas nenhuma outra melhoria foi adotada.
Apesar de sua inferioridade bélica, os imortais tiveram papéis de destaque na guerra contra os gregos e participaram das batalhas de Maratona e Termópilas. Continuaram a agir em território grego até o segundo ano da guerra, quando seu comandante, Mardônio, foi morto em combate.
Cento e quarenta e seis anos depois, voltaram a ser derrotados pelos gregos, agora liderados por Alexandre, o grande, na Batalha de Isso.
O titulo de Imortal só voltou a ser utilizado durante o Império Sassânida. Entre as tropas deste império a elite era chamada de Zhayedan (Imortais). Como seus antecessores, o pelotão era composto de dez mil homens, mas, diferente deles, eram uma tropa de cavalaria.

Para Saber Mais:
História
Heródoto, Editora Prestígio, 2002
The Persian Army 560-330 BC
Nicholas Sekunda e Simon Chew,
Osprey Publishing, 1992 (Em Inglês)
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