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segunda-feira, 23 de abril de 2012

ABRIN 2012

War: Batalhas Mitológicas, Domínio de Carcassonne muito mais.
Após uma semana afastados para participar do curso do Programa de Capacitação em Projetos Culturais do Minc, voltamos a ativa dando uma resumo do que há de anunciado no mercado nacional.
O destaque do mês de abril no cenário lúdico nacional foi a ABRIN 2012, feira que reuniu as principais fábricas da indústria nacional que movimentou 1,5 bilhão de reais segundo a organização.
Sites como Ludus e Funbox fizeram a cobertura do evento e divulgaram os principais lançamentos.
O principal destaque entre as empresas expositoras foi a Grow Jogos que participou do evento com diversos lançamentos para todos os gostos.

domingo, 22 de abril de 2012

Ogre Designer's Edition

 Jogo clássico de Steve Jackson e reeditado via Kickstarter.
O título foi o primeiro desenvolvido por Steve Jackson. Lançado em 1977, passou anos fora de catálogo, apesar de vários pedidos de fãs por uma reedição do jogo. 
Ogre utilizava um sistema de posicionamento hexagonal (similar ao utilizado no RPG GURPS, do mesmo autor). Na versão básica, um dos jogadores controla uma tropa de veículos blindados enquanto o adversário controla apenas uma unidade militar: o Ogre. Pode parecer desequilibrado, até que você descobre que ele é um super-tanque com uma quantidade absurda de armas e uma blindagem super reforçada. Algo capaz de, facilmente, destruir uma cidade ou exército inimigo. 
O estilo de jogo assimétrico, além do caráter histórico de ser o jogos de estréia de Jackson, deu a Ogre o status de cult entre os wargamers. Outro fator que aumentou o interesse por ele foi o longo período o jogo que passou fora de catálogo.  
Em 2008, Steve Jackson começou a trabalhar em uma nova edição, tão grande e bonita quanto qualquer wargame jamais visto. A página da “designer’s edition” no Kickstarter promete uma caixa gigante cheia de componentes — mapas, tokens, miniaturas, etc — com uma qualidade similar as componentes premium da Games Workshop incluindo a reimpressão de Space Hulk.

segunda-feira, 12 de março de 2012

A House Divided

Mayfair Games anunciou para junho o lançamento da nova edição deste jogo sobre a Guerra da Secessão.
Lançado em 1981,  A House Divided é um clássico sobre a Guerra Civil Americana (1861-1865). Neste jogo, criado por Frank Chadwick (Imperium e The Third World War) e Alan Emrich (Totaler Krieg! e Modern Naval Battles), cada um dos adversários escolhe entre as tropas da União e dos Confederados.
O grande diferencial, em relação a outros jogos sobre o tema, é que A House Divided não se foca em nenhuma batalha específica do conflito. Ao invés disso, o tabuleiro cobre as principais confrontos entre as tropas do Norte e do Sul. A primeira batalha travada é a de Bull Run e o jogo prossegue até Appomattox (com a rendição do general Lee) ou até Harrisburg (com a rendição do general Grant). O jogo tem duração de sessenta minutos e é recomendado para jogadores a partir de 13 anos.

quinta-feira, 8 de março de 2012

War: Batalhas Mitológicas

Grow libera primeiro layout do jogo.
A Grow Jogos divulgou esta semana pela sua conta do Twitter a primeira versão da caixa da nova versão do War.
Segundo a empresa: Ainda é sujeito a alterações, mas já é uma prévia da versão final.
A empresa vem liberando aos poucos os detalhes do lançamento, que está previsto para maio deste ano. Recente mente foram postadas, também pelo Twitter, as imagens das miniaturas do jogo.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Diplomacy

Um jogo com mais de 50 anos de história.
Diplomacy é um jogo de estratégia criado por Allan B. Calhamer. Segundo o autor, a ideia central do jogo surgiu em 1945. Em 1954 ele já estava completo, mas, somente em 1959, o jogo foi lançado comercialmente.
Sua principal diferença em relação a outros wargames é a sua fase de negociação.  Diferente da maioria dos jogos de guerra, a diplomacia tem um papel muito mais importante. Os jogadores levam muito tempo entre uma fase de combate e outro negociando suas ações e movimentações de tropas.
Outra característica marcante é a ausência de dados ou mecanismos que gerem resultados aleatórios nos "combates". Após a fase de movimentação de tropas, vence uma "batalha" quem tiver mais tropas numa província.
O cenário do jogo é a Europa, pouco antes da Primeira Guerra Mundial. Cada jogador controla uma das potências da época (Alemanha, Áustria, França, Inglaterra, Itália, Rússia e Turquia). Cada um deve mover suas tropas iniciais para tentar controlar novas províncias e tomar o controle de "centrais de suprimentos" e através deles criar mais tropas para tentar atingir o objetivo do jogo: controlar 18 das 36 "centrais de suprimentos" do tabuleiro.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

War: Batalhas Mitológicas e Risk GodStorm

A Grow acabou de anunciar o lançamento de War: Batalhas Mitológicas! 
Segundo a empresa, o lançado irá celebrar os 40 anos do jogo de estratégia mais famoso do Brasil. Segundo o blog da Funbox, esta edição substituirá War: Império Romano nas prateleiras das lojas a partir de maio deste ano.
Com um mapa temático situado na Grécia Antiga, você precisará conquistar territórios como Creta e Rhodes.
Imagens do novo produto ainda não foram divulgados, mas o site divulgou ainda uma foto de uma das reuniões durante a fase de criação do novo jogo.

O título terá dois módulos de jogo: Um básico que segue as regras clássicas e outro que promete deixar os jogadores batalharem lado a lado com os deuses gregos e com criaturas mitológicas como Minotauro e Cíclope! Jogos com sistema básico e avançado são algo comum nos mercados europeu e americano. Este anúncio parece ter vindo em resposta a algumas reclamações ao sistema de regras do War Império Romano que, apesar de um acabamento primoroso vinha com as mesmas regras da versão básica do jogo lançado pela Grow no início dos anos 70.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

World Conquerors

Conquiste o mundo com os grandes comandantes da história.
World Conquerors é mais um projeto cujos recursos estão sendo levantados pelo Kickstarter. O designer é de Jeff Siadek (Battlestations e Lifeboat) que criou o jogo para um a quatro participantes. 
O jogo dura quatro turnos e, cada participante utiliza dados e cartas de suporte que adicionam modificadores. Cada jogador recebe cartas de acordo com o personagem escolhido, como Erik, o Vermelho que pode fazer ataques navais sem suprimentos ou Stalin que pode usar assassinato para eliminar inimigos.
Apesar de seguir a linha dos wargames de conquista global, o jogo tem caracteristicas próprias como:
  • Curto tempo de jogo - Os quatro turnos de jogo duram cerca de uma hora.
  • Não há eliminação de jogadores - A cada turno, cada jogador recebe um novo comandante, independente do destino do anterior.
  • Combate de resolução rápida - Há apenas uma tropa por território o que torna as batalhas simples e rápidas.
  • Não a posição perdida - suprimentos são baseados em tempo e território, assim, é possível reorganizar um império a partir de um território a qualquer momento do jogo.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Twilight Struggle - Parte 2

Bem vindo a Guerra Fria
"Mais uma vez, as trombetas nos convocar, não a carregar armas, embora de armas precisemos; não para uma batalha, ainda que preparados para a batalha estejamos – mas como uma convocação para nos prepararmos para o fardo de uma batalha ao entardecer..."
- John F. Kennedy 
Nesta segunda parte da matéria iremos falar um pouco mais sobre as mecânicas e regras do jogo.
Twilight Struggle é um jogo de controle de área que utiliza uma mecânica chamada card driven.
Algo muito interessante no jogo é a contagem de pontos que também é feita através de cartas. Existem scoring cards para cada região, misturadas com as cartas normais, que quando são jogadas obrigam a que se pontue a região em causa. Ou seja, é possível ir atrasando o scoring de uma região deliberadamente, ao mesmo tempo que se tenta melhorar o placar.
Resumo de Regras
Cada partida pode durar até 10 turnos, sendo que as primeiras costumam terminar antes, pois as cartas e da disposição inicial do tabuleiro dão vantagem estratégica ao jogador soviético.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Twilight Struggle - Parte 1

Conheça o melhor jogo de tabuleiro de todos os tempos.
Para os que acompanham o site Boardgamegeek.com, houve uma grande mudança em dezembro de 2010. Para surpresa de muitos, após anos de alternância no primeiro posto entre Agricola e Puerto Rico, um "novo" jogo ocupava o primeiro lugar da disputada lista dos melhores jogos de tabuleiro (posição que ocupa desde esta data).
Twilight Struggle foi criado por Ananda Gupta e Jason Matthews (1960: The Making of the President, Founding Fathers e Campaign Manager 2008), que citam influências de jogos como: We The People, Hannibal: Rome vs Carthage e Wilderness War.
O jogo recria as tensões dos 44 anos da Guerra Fria entre americanos e soviéticos, as disputas, intrigas e as eventuais ameaças de confronto entre as duas superpotências da segunda metade do século XX.
Uma das características que mais chamam a atenção nas partidas é a pouca utilização de dados, principalmente levando em conta que se trata de um wargame e publicado por uma das mais importantes empresas do gênero das últimas duas décadas, a GMT. Para substituir em grande parte as jogadas de dados, o jogo utiliza um sistema de cartas. É o chamado card driven, que simula a limitação de um general para se focar apenas numa frente ou num dos seus exércitos, ou então pura e simplesmente uma acordo político, ou uma reunião, que é representada pela execução de um evento. Em Twilight Struggle as cartas de eventos cobrem os principais acontecimentos do período, do bloqueio de Berlin, passando pela Guerra do Vietnã, os movimentos pela paz e até um dos momentos mais tensos com a Crise dos Mísseis Cubanos.

domingo, 28 de agosto de 2011

Smallworld: Underground

Novas raças e habilidades nesta nova versão de um dos maiores sucessos dos jogos de tabuleiro. 
Lançado em julho nos Estados Unidos, Small World: Underground promete agradar veteranos e novatos. Phillipe Keyaerts (designer desta e da edição original), manteve a mesma premissa da edição anterior, mas com alguns acréscimos nas regras. A primeira delas é uma lista totalmente nova de raças e habilidades. Os novos habitantes são:
Gnomes
Shadow Mimes
Cultists
Drows
Mummies
Spiderines
Shrooms
Flames
Mudmen
Ogres
Krakens
Lizardmen
Iron Dwarves
Liches
Will-o'-Wisps

O mapa também tem um formato completamente novo. Agora, ao invés de um pequeno lago ao centro, há um rio que atravessa o cenário e, diferente do lago, este rio pode ser atravessado posicionando-se uma tropa em um de seus trechos (A tropa não conta pontos no final da rodada e pode ser movimentada em rodadas posteriores).
Outra mudança que acrescenta muita estratégia ao jogo são os powerful places e as righteous relics. Ao invés de ter regiões ocupadas pelas "lost tribes" há regiões ocupadas por monstros que,  ao serem conquistadas pela primeira vez permitem que o jogador ganhe aleatoriamente uma habilidade ligada a região que lhe garante bônus enquanto mantiver o seu domínio e uma righteous relic (um item que também garante bônus, mas que pode ser movido pelo tabuleiro com as peças e cair em mãos de outros jogadores).

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Jogos Alemães Durante a Primeira e Segunda Guerras Mundiais

Antes do boom dos anos 90, os alemães já produziam material próprio desde o sec. XIX
Quem tem contato com os jogos alemães de hoje, nem imagina que eles passaram por uma radical mudança após a década de 1950.
Os primórdios dos jogos de tabuleiro alemães podem ser traçados até o ano de 1879, quando a empresa J.W. Spear & Sons abriu sua fábrica na cidade de Furth, nos arredores de Nuremberg.
Durante o período da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) Otto Maier Publishing Company, outra empresa do ramo, já tinha um catálogo de aproximadamente 800 livros e jogos, muito dos quais eram exportados para o resto da Europa.
Durante a 2ª Guerra Mundial (1939-1945) esta produção sofreu um grande declínio, principalmente devido a perseguição aos judeus, que tinham papel de destaque na indústria dos jogos.
Um dos casos mais emblemáticos do período é o de Hermann Spear, diretor da J.W. Spear & Sons que foi morto em Auschwitz.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Strike of the Eagle

Academy Games anuncia uma nova série de wargames históricos. Os jogos terão unidades e ordens secretas.
O primeiro título desta nova série é Strike of the Eagle, com lançamento marcado para maio de 2011.
Todos os jogos da série, que se chamará Fog of War, serão lançados com peças de madeira ao invés de miniaturas. Isso fara com que as identidades e estatísticas de cada peça fiquem em segredo para o adversário até a hora dos confrontos no tabuleiro.
As estatísticas das peças serão definidas por cartas de estatisticas que são escolhidas secretamente por cada jpogador no início da partida, o que abre grande oportunidades de blefe.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Lords of Scotland

Novo jogo da Z-Man Games gira em torno das disputas de poder dos nobres escoceses.
Lords of Scotland é um card game de estratégia desenvolvido por Richard James, proprietário e designer chefe da Evertide Games.
O jogo se passa após o fim de um reinado na Escócia e os jogadores são lordes que almejam ascender ao trono ganhando o favor dos clãs nobres triunfando num confronto de 5 rounds com seus rivais. Durante cada round, o jogador pode tanto construir seu próprio exército jogando cartas ou recrutando clãs para lutar em seu favor, comprando cartas da pilha de recrutamento. No final dos 5 rounds, cada lorde deve recrutar um partidário, começando do lorde com o exército mais forte para o mais fraco. Então os jogadores devem descartar todos os clãs que eles reuniram e começar um novo round de batalhas. O jogo acaba quando um dos lordes acumular 40 ou mais pontos e clamar o trono. Uma partida típica leva 35 minutos.
Como o próprio designer Richard James admite, Lords of Scotland, que é um jogo para 2-5 jogadores, empresta elementos de Condotierre, Three-Dragon Ante e Havoc: The Hundred Years War. O jogo tem o balanço ideal entre a pressão de usar seus recursos para ganhos imediatos e a necessidade de economizar e construir uma estratégia de sucesso a longo prazo.
Mais informações sobre o jogo podem ser lidas no site da produtora (em inglês): Evertaide Games (Lords of Scotland)
Z-Man Games planeja lançar Lords of Scotland nos EUA no segundo trimestre de 2011.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Heroclix

Heroclix é um jogo de miniaturas colecionáveis originalmente produzido pela WizKids
O jogo, lançado no mercado americano em 2002, foi durante muitos anos referência de mercado, mas após a crise financeira que se abateu sobre todo o mundo em 2009/2010, o seu fabricante declarou falência e foi comprada pela NECA.
O Heroclix, em seu sistema de combate, utiliza informações das "bases rotativas" de cada um dos personagens. Conforme a miniatura sofre dano, a base recebe um "click" e as informações mudam, apresentando novas habilidades e poderes ao personagem. Esse sistema foi criado e utilizado pela primeira vez para o Mage Knight, jogo de combate cujos personagens são guerreiros. Heroclix foi projetado para gerar apelo entre os fãs de quadrinhos, jogadores de War Games e colecionadores, masfoi além; muitas pessoas que não conheciam ou não se interessavam por quadrinhos passaram a acompanha-los após conhecerem o jogo.
As partidas são movimentadas e rápidas, e podem ser duelos ou mesas com 3 ou mais participantes. A variedade e fidelidade dos personagens ao que eles são no quadrinho são os pontos fortes desse que já é um dos destaques no mercado de jogos há quase 10 anos. Até março de 2009, haviam aproximadamente 3300 produtos da linha, incluindo miniaturas, mapas e acessórios para o jogo.
Mas a diversão e descontração não ficam apenas nos mapas. Em abril de 2010, a NECA divulgou uma "Linha de Produtos Disney" já que a Marvel foi comprada pela mesma. Claro que isso era uma brincadeira do dia da mentira, mas vale à pena conferir as imagens, nem que seja para dar algumas risadas imaginando o Mickey tentando enfrentar a Liga da Justiça...
Publicado originalmente no blog Zona Negativa

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

The Ares Project

Z-Man Games anuncia jogo que promete a mesma interatividade de jogos de computador como: Age of Empire, Starcraft e Warcraft.
The Ares Project é um lançamento da Z-Man Games, ainda sem data confirmada de lançamento. O jogo está sendo desenvolvido por Geoff e Brian Engelstein e tentará criar um jogo de tabuleiro que tenha a interatividade equivalente a de jogos de estratégia de computador como Age of Empire, Starcraft e Warcraft. O sistema de jogo será em turnos e terá um módulo paralelo para as batalhas que serã disputadas a parte.
The Ares Project é para 2 jogadores e cada partida terá duração de 30 a 45 minutos.
Existem três áreas a serem consideradas no jogo: a base do jogador, a base do inimigo e a Fronteira. O objetivo do jogo é criar e reforçar o poder militar e destruir a base do inimigo Controle do fronteira pode ajudar, mas não é essencial. As quatro facções do jogo proporcionam diferentes opções de construção de forças de ataque e defesa. Os jogadores usam "biombos", o que os ajuda a escolher suas estratégias em segredo - outra caracteristica da mecânica de The Ares que lembra os jogos de estratégia em tempo real.
O conflito é resolvido numa mecânica de "front de batalha" em que as forças oponentes se confrontam diretamente. As diferentes capacidades das várias unidades, combinadas com alguma estratégia por parte do jogador, permite muitas manobras bélicas interessantes e faz com que esse jogo seja uma aposta para quem é fã de War Games.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Magnifico: DaVinci’s Art of War

Imagine um mundo onde as várias máquinas de guerra de Leonardo da Vinci foram realmente construídos. Agora, imagine como seria a guerra se elas fosse produzidas em massa.

O jogo criado por Spartaco Albertarelli e Angelo Zucca é o primeiro lançamento anunciado pela Fantasy Flight Games para 2011. 
Magnifico: DaVinci’s Art of War cria uma visão alternativa do sec. XIV onde os protótipos de suas máquinas de guerra foram construídos em larga escala e as suas possíveis consequências par a arte da guerra no período renascentista. As batalhas passam a ser disputadas com tanques e máquinas voadoras.
O jogo tem uma forte influencia da literatura steampunk, mais especificamente Clockpunk (termo criado no RPG Gurps para descrever uma realidade alternativa onde os avanços científicos do período renascentista foram levados ao seu limite).
Magnifico é um jogo sobre economia, tecnologia, e guerra. O jogo permite de 3 a 5 jogadores por partida que devem conquistar novos territórios para aumentar sua arrecadação, investir em projetos e acumular recursos para construir suas máquinas de combate.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Small World

Um mundo de fantasia onde diversas raças estão em guerra por pequenos e preciosos pedaços de terra.
Small World tem vários méritos, mas, dois se destacam: a simplicidade das regras e o pequeno tempo de jogo. Difícil imaginar isso de um wargame.
Criado por Philippe Keyaerts (Vinci, Evo e Space Blast) o cenário de SW é disputado por seres como elfos, anões, amazonas, etc... Entre outras, num total de quatorze diferentes raças que  possuem um dos vinte poderes especiais. Cada vez que se joga, estes componentes são embaralhados criando sempre combinações diferentes. É praticamente impossível jogar duas partidas com combinações de raças e poderes repetidos.
Cada partida tem, nó máximo 10 turnos, que costuma durar, em média 60 a 90 minutos. O número de turnos e o tamanho do mapa mudam de acordo com o número de jogadores, pois há dois tabuleiros duplos que são usados dependendo da quantidade de participantes.
Ao escolher uma raça e um poder especial define-se a quantidade de fichas de tropas que o jogador irá receber. O combate é extremamente simples: para ocupar uma região o jogador precisa apenas colocar duas fichas de tropa mais um número igual às fichas que já estão na região a ser invadida.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Jogos Napoleônicos

Poucos assuntos dão tantas idéias aos criadores de games como as batalhas do imperador Francês. Veja alguns dos mais desafiadores
O número de países envolvidos, o cenário político instável, as inúmeras batalhas e até o colorido dos uniformes e das bandeiras fazem da Era Napoleônica um prato cheio para os criadores de jogos, tanto eletrônicos como tradicionais. Nem todos servem ao gosto do público comum - os jogos que retratam as batalhas, por exemplo, são geralmente tão complexos que podem demorar mais de 12 horas, sem contar o tempo que se leva para aprender as regras.
Jogos de estratégia históricos, como Civilization, não raro trazem cenários napoleônicos. O problema é que a maioria desses jogos não é distribuída no Brasil. Felizmente, com a ajuda da internet, é possível encomendar todos os títulos da nossa lista, ainda que o frete a partir do Hemisfério Norte acrescidos dos impostos de importação deixem as coisas mais caras.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Uma Breve História dos Jogos de Tabuleiro (Parte 2)

A segunda parte da matéria  passou por menos revisões que a primeira, mas mesmo assim vale a pena dar uma conferida.

A Idade de Ouro (1960-1995)
A ascenção e o colapso do mercado americano.
Dos anos 60 ao início dos 80, a indústria mundial de jogos de tabuleiro foi dominada pelas empresas americanas.  As demais indústrias mundiais limitavam-se a publicar traduções dos jogos comercializados nos Estados Unididos. 
Com poucas exceções, a indústria era dividida entre jogos relativamente simples e familiares como Life (Jogo da Vida, de 1960), Risk (War na adaptação brasileira, de 1959) e Careers (Jogo das Profissões, de 1955) produzidos, na sua maioria, por Milton Bradley e Parker Brothers, e jogos de cenários históricos e de maior complexidade estratégica como Afrika Korps (1964), Panzerblitz (1970), Squad Leader (1977), Ironclads (1979) e Civilization (Não confundir com as versões de tabuleiro do Sid Meier's Civilization, versão de tabuleiro baseado no jogo de PC e que já teve duas versão, de 1982) produzidos pela Avalon Hill, Strategy &Tactics magazine, Game Designer’s Workshop (GDW), Yaquinto, Battleline e um grande número de outras empresas. Estes últimos jogos citados eram produzidos para o público o adulto, com centenas de títulos cobrindo os principais conflitos e eras históricas.
Até o final dos anos 1960 a grande maioria dos jogos de guerra americanos caracterizavam se por mapas históricos detalhados cobertos por uma grade hexagonal, acompanhados de uma centena ou mais de contadores de papelão representando as unidades militares. Os números impressos em cada contador normalmente representavam as forças ofensivas e defensivas da unidade em questão, juntamente com a sua velocidade de movimento expressa em hexágonos por turno. Os jogadores moviam esses contadores através do mapa de acordo com regras complexas durante a fase de "movimento" de seu turno, então jogavam dados em tabelas de resultado de combate durante a fase de combate do turno.  
Drang Nach Osten

Os mais complexos desses wargames tinha manuais de regras com vinte ou mais páginas. Um exemplo extremo foi Drang Nach Osten da GDW (1973), uma simulação do front oriental da Segunda Guerra Mundial. Seu mapa cobria a maior parte de uma mesa de ping-pong, e exigiu dezenas horas de jogo com os jogadores organizados em equipe de três.
Alguns jogos de estratégia tratavam de conflitos econômicos ou de construção de civilizações, seus mapas apresentavam divisões de províncias ou regiões em vez de hexágonos, por exemplo, Britannia (1986) da Gibsons Games, o Civilization da Avalon Hill (não confundir com Sid Meier's Civilization: The Boardgame, jogo baseado na série Civilization de jogos de computador) e Conquest of the Empire (1984) da Milton Bradley, a clássica série “Gamemaster” de jogos de estratégia que também incluía Axis and Allies (1981) e Shogun (1984). Esses jogos do final da Era de Ouro utilizavam métodos mais simples para solução de conflitos que os wargames anteriores e, em alguns casos incluídos peças plástico ou arredondadas, contadores de recurso ou cartas de civilização (estes se tornaram mais importantes nos jogos da Idade de Prata).
Outro gênero de jogo que se tornou tremendamente popular na Idade de Ouro foi o role-playing game (RPG). Estes jogos envolvem os jogadores na interpretação personagens individuais em uma série de aventuras e conflitos em universos de fantasia, terror e ficção científica. O rei destes jogos é o Dungeons and Dragons (cuja primeira edição foi publicada em 1974, e a quarta em 2008), que com suas diversas expansões e variantes tornou-se tão popular que gerou um pânico moral pelo medo de que jogadores menores de idade ao interpretarem papéis de magos, elfos e anões levassem isso tão a sério a ponto de, na vida real, cometessem assaltos, homicídios e suicídios. Parte do público dos RPGs foi tomado nas últimas décadas por jogos de computador de aventura e fantasia, que eliminam a necessidade de um "mestre de jogo" e de um conjuntos complexos de regras de interpretação, pois o computador faz todos os cálculos e cria os cenários de jogo.
Dois outros gêneros de jogos de tabuleiro da Idade de Ouro que merecem menção são os jogos
da família baseada no conhecimento, tais como Trivial Pursuit (1981) e Balderdash (1971) onde o jogador vence com base em sua inteligência e na sua memória para trivialidades. Trivial Pursuit publicou dezenas de expansões e variantes, e é popular ainda hoje. 
 O segundo gênero é o de jogos sobre a exploração espacial e de combate de nave que ocupava um nicho importante do mercado dos jogos de tabuleiro na Idade de Ouro. Um desses jogos foi Star Fleet Battles (de 1979 até hoje), um jogo de nave de combate no universo original da série de TV Star Trek. Seu manual de regras completo requer um fichário grande para organizar tudo, incluindo uma série interminável de folhetos de expansão que adicionavam novas regras e centenas de desenhos para um punhado novas naves (estas expansões estão sendo produzidos até hoje). Ele foi adaptado para dois jogos de computador chamados Star Trek: Starfleet Command (1999) e Comando da Frota Estelar II: Empires at War (2001), onde os jogadores comandam uma única nave, em batalhas táticas e campanhas estratégicas. 
Outros exemplos de jogos de ficção científica desse período incluem Avalon Hill’s Stellar Conquest (1975) e GDW’s Imperium (1977).
A crescente popularidade e sofisticação dos jogos de computador a partir do final de 1980 e durante a década de 90 reduziu seriamente a produção das empresas americanas de jogos de tabuleiro, levando várias delas à falência e forçando os sobreviventes a reduzir drasticamente sua produção. Mesmo a poderosa Avalon Hill, a maior casa de produção de jogos durante a Idade de Ouro, foi dissolvida no final de 1990, seu catálogo adquirido pela Hasbro, que re-lançou uma série selecionada de títulos.
A Era de Ouro dos jogos de tabuleiro americanos acabou com a chegada do Commodore, Amiga e Atari ST as prateleiras da lojas em 1985. O computador pessoal matou a popularidade dos jogos de tabuleiro para adultos, pelo menos no mercado americano.
Para saber mais:  

Uma Breve História dos Jogos de Tabuleiro (Parte 1)
Uma Breve História dos Jogos de Tabuleiro (Interlúdio)
Matéria Original: A short history of board games, by doug mann

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Britannia

Quel tal mudar a história de uma nação?
Se a revolta de Boudicca contra os romanos tivesse sido bem sucedido?
E se os romanos e os Romano-bretões tivessem repelido a invasão saxônica dos séculos 5 e 6?
E se William, o Conquistador, tivesse morrido durante a invasão normanda de 1066?

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Britannia é um jogo de tabuleiro que lhe dá a chance de responder a esta e outras perguntas. Dividido em 16 rodadas o jogo retrata a milenar luta pelo controle da Grã-Bretanha (Inglaterra, Escócia e País de Gales).
Cada partida começa com a invasão romana de 43 dC, continua com as lutas entre anglos, saxões, pictos, vikings, escocês, irlandês, e diversas outras tribos, e termina com a invasão normanda de 1066. Cada jogador controla alguns destes povos e sua estratégia define o destino de cada um deles.
Britannia permite que os jogadores recriem esta história épica, reencenando batalhas importantes e, em alguns casos, alterar o curso da história.
As regras do jogo encorajam os jogadores a fazerem movimentos historicamente realista, mas também da lhes a liberdade de alterar a história da Grã-Bretanha em aspectos importantes, criando inúmeras interessante possibilidades.
Durante a partida o importante não é acumular territórios, mas cumprir as missões que cada povo tem em sua ficha.
O jogo tem um sistema de combate extramamente simples o que facilita as batalhas. Apesar disso as partidas tendem a ultrapassar as 3 horas de duração.
No BGG você encontra um resumo de regras em português.
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