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terça-feira, 13 de setembro de 2011

The Pillars of the Earth: Builders Duel

A Mayfair Games lançou de esta versão em inglês do jogo de cartas The Pillars of the Earth.
O jogo foi criado por Stefan Feld (In the Year of the Dragon, Notre Dame e Macao) para a Kosmos alemã e foi inspirado no excelente livro Os Pilares da Terra de Ken Follet. O jogo é para 2 participantes e dura, em média 45 min.
O palco da estória e a Inglaterra do século 12, onde os jogadores podem escolher entre o Prior Philip, que deseja construir a maior e mais bela catedral da Inglaterra, ou o Bishop Waleran que planeja construir uma fortaleza. Para construir sua edificação cada jogador precisa captar recursos para transformar em materiais de construção, usando cartas de ação. 
O livro Os Pilares da Terra é um livro fantástico é publicado no Brasil pela Editora Rocco.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Santo Padroeiro dos Jogadores

Quem seria o padroeiro dos Boardgamers? 
São Caetano
Os santos são, dentro das igrejas católica e ortodoxa pessoas que morreram em "estado de graça". Hoje há um processo oficial da igreja católica (criado a partir do sec X e chamado de canonização) que determinam quais critérios devem ser cumpridos pelo candidato a fim de ser reconhecido como santo. Dentre eles são atribuídos o papel de protetores para algumas profissões, lugares e atividades. São os santos padroeiros.
Diferente do processo de canonização, a escolha de um padroeiro é feito, basicamente, pelo sentimento de afinidade dos devotos a algum aspecto da vida do santo e ocorre de forma quase que espontânea. Alguns exemplos interessantes são:
Santa Lúcia, que teve os olhos arrancados durante seu martírio e tornou-se a padroeira dos cegos e dos oftalmologistas;
Santa Clara, que um ano antes de sua morte, assistiu a celebração da eucaristia sem precisar sair do seu leito e é aclamada como padroeira da televisão;

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Batalha de Hastings

Para marcar o retorno das atividades no blog, uma peguena resenha sobre uma das mais importantes Batalhas da história.
O conflito originou-se da disputa sucessória pelo trono da Inglaterra. Harold Godwinson reclamou o trono logo após a morte de Eduardo, o Confessor em janeiro de 1066. Ele contava com o apoio da Witenagemot, a assembléia dos nobres Anglo-Saxões.
Segundo algumas fontes da época, Eduardo havia prometido em vida o trono para seu sobrinho Guilherme, Duque da Normandia, mas mudou de opinião no leito de morte e transferiu o direito do trono para Harold.
 


A notícia da coroação de Harold foi interpretada como uma declaração de guerra por Guilherme, que começou os preparativos para o ataque. Como o exército normando não era grande o bastante, nobres italianos foram chamados para complementar as tropas.
Para aumentar o entusiasmo das tropas, Guilherme prometeu terras e títulos aos nobres que o acompanhassem. Com isso recrutou uma frota de 696 embarcações e um contingente de cerca de 20.000 homens.
Em setembro de 1066 as tropas aportaram sem oposição em Pevensey . O então rei Harold II havia acabado de derrotar as tropas comandadas por Harald Hardrada e Tostig Godwinson (irmão de Harold) na Batalha de Stamford Bridge, próximo a cidade de York.
Logo que foi informado do desembarque das tropas do duque da normandia apressou-se em ir ao encontro dos invasores. Seu irmão Gyrth aconselhou-o a aguardar a chegada de reforços, mas Harold estava determinado a mostrar a seus súditos que estava apto a defender seu reino de qualquer invasor.
O exército inglês era composto quase na sua totalidade por infantaria. Os soldados eram profissionais, recrutados entre a baixa nobreza e tinham um forte elo de obediência ao rei. Sua arma básica era o machado de guerra duplo e, como arma secundária cada soldado carregava uma espada.
A força dos normandos vinha de sua cavalaria, conhecida como uma das melhores da Europa.
No inicio da batalha a ofensiva começou com os normandos que cobriram as tropas inglesas com flechas, mas os escudos da infantaria inglesa fizeram bem o seu papel de defesa.
A infantaria de Guilherme avançou para concluir o ataque, mas, as tropas defensoras tiveram menos baixas que o esperado e conseguiu manter-se firme diante da investida normanda o que obrigou o duque a ordenar um ataque de sua cavalaria antes do esperado. Mais uma vez, o exército inglês repeliu o ataque.
Neste momento, o duque teve uma idéia que mudou o destino da batalha. Ordenou o avanço do seu flanco esquerdo, constituído principalmente por homens inexperientes e mal armados, que não estavam à altura dos ingleses. O flanco esquerdo foi massacrado e muitos puseram se em fuga. O flanco direito dos ingleses precipitou-se em um ataque contra os bretões em retirada. Sem o suporte do resto do exército e a proteção da muralha de escudos, foram apanhados por uma carga de cavalaria normanda e massacrados.
Vendo que o inimigo era rápido em sair de sua posição no contra-ataque, os normandos começaram a orquestrar fugas, de forma a atrair os ingleses para a morte, numa táctica já usada em guerras no continente. A cada novo embate, fuga e emboscada, a muralha de escudos ingleses tornava-se mais frágil e ao fim do dia era já bastante permeável. Preocupado com a fraqueza da sua própria posição, Guilherme manda avançar de novo os arqueiros, numa última tentativa para resolver a batalha antes de a noite cair. Desta vez os arqueiros foram bem mais eficientes e provocaram sérias baixas na linha inglesa. Nesta altura, a cavalaria normanda lança o último ataque. No confronto que se seguiu, o rei Haroldo II de Inglaterra foi ferido e perdeu o controle dos acontecimentos, lançando o caos no seu exército. Em breve a barreira de escudos desmoronou, assim como a resistência inglesa.
Após a luta, Guilherme foi para Londres, aonde foi coroado no Natal de 1066 na abadia de Westminster.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Carcassonne

Conheça um pouco sobre a história da região que deu nome a um dos mais famosos jogos de tabuleiro de todos os tempos.
Carcassonne é uma comuna francesa do departamento da Aude na região do Languedoc-Roussillon. Conta com uma população de 43 950 habitantes (1999) num território de 65,08 quilômetros quadrados.
Carcassonne encontra-se noventa quilômetros a sudeste de Toulouse, entre os Pirenéus e o Maciço Central francês. Está na encruzilhada de duas vias terrestres em uso desde a Antiguidade: a ligação do Atlântico para o Mediterrâneo e a ligação do Maciço Central a Espanha, à volta dos Pirenéus.



A primitiva ocupação da região que hoje é conhecida como Carcassone remonta a povos Celtas, Galo-romanos e Visigodos. As fundações das suas casas e muralhas da região comprovam com clareza essas sucessivas ondas migratórias.
O nome da região vem dos romanos que fortificam a colina e a denominam Julia Carsaco, mais tarde Carcasum.
Durante a Idade Média foi defendida por um imponente conjunto de fortificações, ficando circundada por uma dupla linha de muralhas, que ainda hoje pode ser vista, e representa o ápice da engenharia militar do século XIII. O traçado irregular de suas ruas estreitas contrasta com a magnificência das muralhas e do castelo guarnecido por 59 torres e barbacãs, poternas e portas.
Foi restaurada por Violet-le-Duc que lhe conferiu o atual aspecto.
Ao final do século XIX, o conjunto estava praticamente abandonado, quando foi redescoberto por turistas ingleses.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a cidadela foi usada como campo de prisioneiros.
Em 1997 as fortificações de Carcassonne obtém o status de património mundial pela UNESCO
Para saber mais acesse o site do Ministério da Cultura Francês a respeito da cidade.

terça-feira, 11 de maio de 2010

A Batalha de Ain Jalut

A batalha de Ain Jalut, embora pouco conhecido no Ocidente, foi um dos mais decisivos combates militares da história. 
Foi travado em 3 de setembro de 1260 nos arredores de Nazaré, na Palestina. De um lado, o exército de Qutuz, sultão muçulmano da dinastia dos mamelucos, ex-escravos de origem turca que tomaram o poder no Egito em 1250. De outro, os temidos guerreiros mongóis de Hulegu, neto de Gêngis Khan. Naquele 25º dia do mês santo do ramadã do ano 658 do calendário islâmico, os guerreiros muçulmanos não só garantiram a sobrevivência da dinastia mameluca por mais 240 anos como, segundo Helmi Nasr, professor do Departamento de Letras Orientais da Universidade de São Paulo, asseguraram a manutenção do predomínio de sua fé no Norte da África e no Oriente Médio. 
Foi o ponto de partida para a expansão das palavras de Maomé para a Ásia Central. No século 13, as hostilidades contra os muçulmanos vinham de dois lados. A oeste desembarcavam os cristãos europeus, que já haviam empreendido sete cruzadas para conquistar Jerusalém. Do leste os mongóis. Quando Möngke Khan tornou-se o Grande Khan in 1251, imediatamente pôs em prática os planos de seu avô Genghis Khan para a criação de um Império Mundial. Para levar a cabo a conquista das nações ocidentais selecionou seu irmão Hulagu Khan. 
Em 1258, os descendentes de Gêngis Khan empreenderam o ataque mais duro ao mundo muçulmano: Bagdá, a capital da dinastia árabe abássida (750-1258), foi conquistada. Hulegu, líder mongol instalado na Pérsia, ordenou o assassinato de 80 mil moradores da cidade, incluindo mulheres e crianças. A carnificina acirrou a tensão entre cristãos e muçulmanos. Apesar de budista, Hulegu defendia o cristianismo, pois era filho de uma nestoriana, uma dissidência do catolicismo que seguia os ensinamentos de Nestório, patriarca de Constantinopla. Vários dos generais foram recrutados entre os cristãos turcos, que haviam sido aliados ou simpatizantes dos franj, como os cruzados eram conhecidos pelos muçulmanos.  
Depois de Bagdá, as tropas mongóis avançaram sobre Damasco, liderados por Kitbuga. O general, um turco nestoriano, entrou triunfante na cidade, onde poupou apenas os cristãos. Ele ainda conquistou outra cidade muçulmana, Alepo, e voltou suas catapultas em direção ao Egito, então o último reduto seguro para os muçulmanos. Os mongóis ofereceram a chance da rendição, mas os mamelucos escolheram a guerra, mesmo sob o risco de terem o mesmo fim que a população de Bagdá. Com o apelo extra de estarem lutando contra a extinção de sua religião, os mamelucos reuniram um impressionante exército de 120 mil guerreiros que surpreendeu e esmagou os 10 mil homens de Kitbuga, em Ain Jalut. 
Mas, se a reação tivesse atrasado ou não fosse dessa monta e o inverso tivesse ocorrido, provavelmente os mongóis chegariam às cidades santas de Meca e Jerusalém, onde destruiriam, respectivamente, a Caaba e o Domo da Rocha, símbolos sagrados do islamismo. Talvez colocassem abaixo até as pirâmides egípcias”, afirma Helmi. “O islamismo jamais teria chegado à Ásia Central, que hoje seria predominantemente budista ou cristã. Além disso, a Europa poderia sofrer uma nova e arrasadora incursão mongol.
Para Saber mais:
...Os mongóis tivessem vencido os muçulmanos em Ain Jalut?
The Mongols Meet Their Match: The Battle of Ain Jalut(Em Inglês)

Decisive Battles: Ain Jalut, 1260 (em Inglês)

terça-feira, 30 de março de 2010

The Pillars of the Earth

Jogo baseado no romance de Ken Follet.
Criado por Michael Rieneck e Stefan Stadler (designers de Cuba), The Pillars of the Earth é um jogo de estratégia para 2 a 4 pessoas.
O jogo segue a ambientação do romance: No início do século XIII, é iniciada a construção da maior e mais bela Catedral de Inglaterra. Os jogadores devem contribuir ao máximo para esta construção e, ao fazê-lo, ganham mais pontos de vitória. 
As regras consistem em usar trabalhadores para produzir matérias-primas e artesãoes para convertê-las em pontos de vitória. Cada jogador recebe três construtores mestres a cada turno. Cada um pode fazer várias tarefas, incluindo recrutar mais trabalhadores, comprar ou vender bens, ou apenas obter pontos de vitória. Obter previlégios avançados com um construtor mestre custa ouro, bem como comprar melhores artesãos. Os jogadores devem encontrar um equilíbrio entre ganhar ouro para financiar as suas compras e ganhar pontos de vitória.

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