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segunda-feira, 12 de março de 2012

A House Divided

Mayfair Games anunciou para junho o lançamento da nova edição deste jogo sobre a Guerra da Secessão.
Lançado em 1981,  A House Divided é um clássico sobre a Guerra Civil Americana (1861-1865). Neste jogo, criado por Frank Chadwick (Imperium e The Third World War) e Alan Emrich (Totaler Krieg! e Modern Naval Battles), cada um dos adversários escolhe entre as tropas da União e dos Confederados.
O grande diferencial, em relação a outros jogos sobre o tema, é que A House Divided não se foca em nenhuma batalha específica do conflito. Ao invés disso, o tabuleiro cobre as principais confrontos entre as tropas do Norte e do Sul. A primeira batalha travada é a de Bull Run e o jogo prossegue até Appomattox (com a rendição do general Lee) ou até Harrisburg (com a rendição do general Grant). O jogo tem duração de sessenta minutos e é recomendado para jogadores a partir de 13 anos.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Twilight Struggle - Parte 2

Bem vindo a Guerra Fria
"Mais uma vez, as trombetas nos convocar, não a carregar armas, embora de armas precisemos; não para uma batalha, ainda que preparados para a batalha estejamos – mas como uma convocação para nos prepararmos para o fardo de uma batalha ao entardecer..."
- John F. Kennedy 
Nesta segunda parte da matéria iremos falar um pouco mais sobre as mecânicas e regras do jogo.
Twilight Struggle é um jogo de controle de área que utiliza uma mecânica chamada card driven.
Algo muito interessante no jogo é a contagem de pontos que também é feita através de cartas. Existem scoring cards para cada região, misturadas com as cartas normais, que quando são jogadas obrigam a que se pontue a região em causa. Ou seja, é possível ir atrasando o scoring de uma região deliberadamente, ao mesmo tempo que se tenta melhorar o placar.
Resumo de Regras
Cada partida pode durar até 10 turnos, sendo que as primeiras costumam terminar antes, pois as cartas e da disposição inicial do tabuleiro dão vantagem estratégica ao jogador soviético.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Twilight Struggle - Parte 1

Conheça o melhor jogo de tabuleiro de todos os tempos.
Para os que acompanham o site Boardgamegeek.com, houve uma grande mudança em dezembro de 2010. Para surpresa de muitos, após anos de alternância no primeiro posto entre Agricola e Puerto Rico, um "novo" jogo ocupava o primeiro lugar da disputada lista dos melhores jogos de tabuleiro (posição que ocupa desde esta data).
Twilight Struggle foi criado por Ananda Gupta e Jason Matthews (1960: The Making of the President, Founding Fathers e Campaign Manager 2008), que citam influências de jogos como: We The People, Hannibal: Rome vs Carthage e Wilderness War.
O jogo recria as tensões dos 44 anos da Guerra Fria entre americanos e soviéticos, as disputas, intrigas e as eventuais ameaças de confronto entre as duas superpotências da segunda metade do século XX.
Uma das características que mais chamam a atenção nas partidas é a pouca utilização de dados, principalmente levando em conta que se trata de um wargame e publicado por uma das mais importantes empresas do gênero das últimas duas décadas, a GMT. Para substituir em grande parte as jogadas de dados, o jogo utiliza um sistema de cartas. É o chamado card driven, que simula a limitação de um general para se focar apenas numa frente ou num dos seus exércitos, ou então pura e simplesmente uma acordo político, ou uma reunião, que é representada pela execução de um evento. Em Twilight Struggle as cartas de eventos cobrem os principais acontecimentos do período, do bloqueio de Berlin, passando pela Guerra do Vietnã, os movimentos pela paz e até um dos momentos mais tensos com a Crise dos Mísseis Cubanos.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Jogos Alemães Durante a Primeira e Segunda Guerras Mundiais

Antes do boom dos anos 90, os alemães já produziam material próprio desde o sec. XIX
Quem tem contato com os jogos alemães de hoje, nem imagina que eles passaram por uma radical mudança após a década de 1950.
Os primórdios dos jogos de tabuleiro alemães podem ser traçados até o ano de 1879, quando a empresa J.W. Spear & Sons abriu sua fábrica na cidade de Furth, nos arredores de Nuremberg.
Durante o período da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) Otto Maier Publishing Company, outra empresa do ramo, já tinha um catálogo de aproximadamente 800 livros e jogos, muito dos quais eram exportados para o resto da Europa.
Durante a 2ª Guerra Mundial (1939-1945) esta produção sofreu um grande declínio, principalmente devido a perseguição aos judeus, que tinham papel de destaque na indústria dos jogos.
Um dos casos mais emblemáticos do período é o de Hermann Spear, diretor da J.W. Spear & Sons que foi morto em Auschwitz.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Jogos Napoleônicos

Poucos assuntos dão tantas idéias aos criadores de games como as batalhas do imperador Francês. Veja alguns dos mais desafiadores
O número de países envolvidos, o cenário político instável, as inúmeras batalhas e até o colorido dos uniformes e das bandeiras fazem da Era Napoleônica um prato cheio para os criadores de jogos, tanto eletrônicos como tradicionais. Nem todos servem ao gosto do público comum - os jogos que retratam as batalhas, por exemplo, são geralmente tão complexos que podem demorar mais de 12 horas, sem contar o tempo que se leva para aprender as regras.
Jogos de estratégia históricos, como Civilization, não raro trazem cenários napoleônicos. O problema é que a maioria desses jogos não é distribuída no Brasil. Felizmente, com a ajuda da internet, é possível encomendar todos os títulos da nossa lista, ainda que o frete a partir do Hemisfério Norte acrescidos dos impostos de importação deixem as coisas mais caras.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Batalha de Hastings

Para marcar o retorno das atividades no blog, uma peguena resenha sobre uma das mais importantes Batalhas da história.
O conflito originou-se da disputa sucessória pelo trono da Inglaterra. Harold Godwinson reclamou o trono logo após a morte de Eduardo, o Confessor em janeiro de 1066. Ele contava com o apoio da Witenagemot, a assembléia dos nobres Anglo-Saxões.
Segundo algumas fontes da época, Eduardo havia prometido em vida o trono para seu sobrinho Guilherme, Duque da Normandia, mas mudou de opinião no leito de morte e transferiu o direito do trono para Harold.
 


A notícia da coroação de Harold foi interpretada como uma declaração de guerra por Guilherme, que começou os preparativos para o ataque. Como o exército normando não era grande o bastante, nobres italianos foram chamados para complementar as tropas.
Para aumentar o entusiasmo das tropas, Guilherme prometeu terras e títulos aos nobres que o acompanhassem. Com isso recrutou uma frota de 696 embarcações e um contingente de cerca de 20.000 homens.
Em setembro de 1066 as tropas aportaram sem oposição em Pevensey . O então rei Harold II havia acabado de derrotar as tropas comandadas por Harald Hardrada e Tostig Godwinson (irmão de Harold) na Batalha de Stamford Bridge, próximo a cidade de York.
Logo que foi informado do desembarque das tropas do duque da normandia apressou-se em ir ao encontro dos invasores. Seu irmão Gyrth aconselhou-o a aguardar a chegada de reforços, mas Harold estava determinado a mostrar a seus súditos que estava apto a defender seu reino de qualquer invasor.
O exército inglês era composto quase na sua totalidade por infantaria. Os soldados eram profissionais, recrutados entre a baixa nobreza e tinham um forte elo de obediência ao rei. Sua arma básica era o machado de guerra duplo e, como arma secundária cada soldado carregava uma espada.
A força dos normandos vinha de sua cavalaria, conhecida como uma das melhores da Europa.
No inicio da batalha a ofensiva começou com os normandos que cobriram as tropas inglesas com flechas, mas os escudos da infantaria inglesa fizeram bem o seu papel de defesa.
A infantaria de Guilherme avançou para concluir o ataque, mas, as tropas defensoras tiveram menos baixas que o esperado e conseguiu manter-se firme diante da investida normanda o que obrigou o duque a ordenar um ataque de sua cavalaria antes do esperado. Mais uma vez, o exército inglês repeliu o ataque.
Neste momento, o duque teve uma idéia que mudou o destino da batalha. Ordenou o avanço do seu flanco esquerdo, constituído principalmente por homens inexperientes e mal armados, que não estavam à altura dos ingleses. O flanco esquerdo foi massacrado e muitos puseram se em fuga. O flanco direito dos ingleses precipitou-se em um ataque contra os bretões em retirada. Sem o suporte do resto do exército e a proteção da muralha de escudos, foram apanhados por uma carga de cavalaria normanda e massacrados.
Vendo que o inimigo era rápido em sair de sua posição no contra-ataque, os normandos começaram a orquestrar fugas, de forma a atrair os ingleses para a morte, numa táctica já usada em guerras no continente. A cada novo embate, fuga e emboscada, a muralha de escudos ingleses tornava-se mais frágil e ao fim do dia era já bastante permeável. Preocupado com a fraqueza da sua própria posição, Guilherme manda avançar de novo os arqueiros, numa última tentativa para resolver a batalha antes de a noite cair. Desta vez os arqueiros foram bem mais eficientes e provocaram sérias baixas na linha inglesa. Nesta altura, a cavalaria normanda lança o último ataque. No confronto que se seguiu, o rei Haroldo II de Inglaterra foi ferido e perdeu o controle dos acontecimentos, lançando o caos no seu exército. Em breve a barreira de escudos desmoronou, assim como a resistência inglesa.
Após a luta, Guilherme foi para Londres, aonde foi coroado no Natal de 1066 na abadia de Westminster.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Carcassonne

Conheça um pouco sobre a história da região que deu nome a um dos mais famosos jogos de tabuleiro de todos os tempos.
Carcassonne é uma comuna francesa do departamento da Aude na região do Languedoc-Roussillon. Conta com uma população de 43 950 habitantes (1999) num território de 65,08 quilômetros quadrados.
Carcassonne encontra-se noventa quilômetros a sudeste de Toulouse, entre os Pirenéus e o Maciço Central francês. Está na encruzilhada de duas vias terrestres em uso desde a Antiguidade: a ligação do Atlântico para o Mediterrâneo e a ligação do Maciço Central a Espanha, à volta dos Pirenéus.



A primitiva ocupação da região que hoje é conhecida como Carcassone remonta a povos Celtas, Galo-romanos e Visigodos. As fundações das suas casas e muralhas da região comprovam com clareza essas sucessivas ondas migratórias.
O nome da região vem dos romanos que fortificam a colina e a denominam Julia Carsaco, mais tarde Carcasum.
Durante a Idade Média foi defendida por um imponente conjunto de fortificações, ficando circundada por uma dupla linha de muralhas, que ainda hoje pode ser vista, e representa o ápice da engenharia militar do século XIII. O traçado irregular de suas ruas estreitas contrasta com a magnificência das muralhas e do castelo guarnecido por 59 torres e barbacãs, poternas e portas.
Foi restaurada por Violet-le-Duc que lhe conferiu o atual aspecto.
Ao final do século XIX, o conjunto estava praticamente abandonado, quando foi redescoberto por turistas ingleses.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a cidadela foi usada como campo de prisioneiros.
Em 1997 as fortificações de Carcassonne obtém o status de património mundial pela UNESCO
Para saber mais acesse o site do Ministério da Cultura Francês a respeito da cidade.

terça-feira, 11 de maio de 2010

A Batalha de Ain Jalut

A batalha de Ain Jalut, embora pouco conhecido no Ocidente, foi um dos mais decisivos combates militares da história. 
Foi travado em 3 de setembro de 1260 nos arredores de Nazaré, na Palestina. De um lado, o exército de Qutuz, sultão muçulmano da dinastia dos mamelucos, ex-escravos de origem turca que tomaram o poder no Egito em 1250. De outro, os temidos guerreiros mongóis de Hulegu, neto de Gêngis Khan. Naquele 25º dia do mês santo do ramadã do ano 658 do calendário islâmico, os guerreiros muçulmanos não só garantiram a sobrevivência da dinastia mameluca por mais 240 anos como, segundo Helmi Nasr, professor do Departamento de Letras Orientais da Universidade de São Paulo, asseguraram a manutenção do predomínio de sua fé no Norte da África e no Oriente Médio. 
Foi o ponto de partida para a expansão das palavras de Maomé para a Ásia Central. No século 13, as hostilidades contra os muçulmanos vinham de dois lados. A oeste desembarcavam os cristãos europeus, que já haviam empreendido sete cruzadas para conquistar Jerusalém. Do leste os mongóis. Quando Möngke Khan tornou-se o Grande Khan in 1251, imediatamente pôs em prática os planos de seu avô Genghis Khan para a criação de um Império Mundial. Para levar a cabo a conquista das nações ocidentais selecionou seu irmão Hulagu Khan. 
Em 1258, os descendentes de Gêngis Khan empreenderam o ataque mais duro ao mundo muçulmano: Bagdá, a capital da dinastia árabe abássida (750-1258), foi conquistada. Hulegu, líder mongol instalado na Pérsia, ordenou o assassinato de 80 mil moradores da cidade, incluindo mulheres e crianças. A carnificina acirrou a tensão entre cristãos e muçulmanos. Apesar de budista, Hulegu defendia o cristianismo, pois era filho de uma nestoriana, uma dissidência do catolicismo que seguia os ensinamentos de Nestório, patriarca de Constantinopla. Vários dos generais foram recrutados entre os cristãos turcos, que haviam sido aliados ou simpatizantes dos franj, como os cruzados eram conhecidos pelos muçulmanos.  
Depois de Bagdá, as tropas mongóis avançaram sobre Damasco, liderados por Kitbuga. O general, um turco nestoriano, entrou triunfante na cidade, onde poupou apenas os cristãos. Ele ainda conquistou outra cidade muçulmana, Alepo, e voltou suas catapultas em direção ao Egito, então o último reduto seguro para os muçulmanos. Os mongóis ofereceram a chance da rendição, mas os mamelucos escolheram a guerra, mesmo sob o risco de terem o mesmo fim que a população de Bagdá. Com o apelo extra de estarem lutando contra a extinção de sua religião, os mamelucos reuniram um impressionante exército de 120 mil guerreiros que surpreendeu e esmagou os 10 mil homens de Kitbuga, em Ain Jalut. 
Mas, se a reação tivesse atrasado ou não fosse dessa monta e o inverso tivesse ocorrido, provavelmente os mongóis chegariam às cidades santas de Meca e Jerusalém, onde destruiriam, respectivamente, a Caaba e o Domo da Rocha, símbolos sagrados do islamismo. Talvez colocassem abaixo até as pirâmides egípcias”, afirma Helmi. “O islamismo jamais teria chegado à Ásia Central, que hoje seria predominantemente budista ou cristã. Além disso, a Europa poderia sofrer uma nova e arrasadora incursão mongol.
Para Saber mais:
...Os mongóis tivessem vencido os muçulmanos em Ain Jalut?
The Mongols Meet Their Match: The Battle of Ain Jalut(Em Inglês)

Decisive Battles: Ain Jalut, 1260 (em Inglês)

domingo, 26 de abril de 2009

Imortais


Os imortais formavam a tropa de elite do exército persa e nos períodos de paz serviam como guarda real.

A primeira referência histórica a seu respeito vem do historiador grego Heródoto, que os chama de Athanatoi (os Dez Mil). Segundo o autor, a alcunha se deve ao fato de que para cada membro do grupo havia um substituto que, em caso de morte ou ferimento sério do titular, assumia o seu lugar dando ao inimigo a impressão de que o grupo não havia sofrido perdas.
Devido a sua função de guardiões reais, apenas homens de origem persa ou meda eram aceitos em suas fileiras. Esta característica lhes dava uma grande vantagem sobre as demais tropas persas, que eram compotas por
pessoas de diversas etnias e línguas, que combatias lado a lado nos demais pelotões.
Os imortais tiveram papeis de destaque na conquista da Babilônia por Ciro em 547 a.C., na campanha de Câmbises contra o Egito em 525 a.C. e na invasão de Dario a Índia e a Citia em 520 e 513 a.C.
Segundo Heródoto, os Athanatoi tinham permissão de utilizar jóias sobre os uniformes e durante as batalhas seu regimento era acompanhado por carruagens cobertas que transportavam suas esposas, itens pessoais e alimentação diferenciada da tropa comum.
Eram soldados profissionais, como os espartanos, mas, apesar da sua coragem, seu armamento mostrou-se completamente ineficiente contra a falange grega.
As principais armas dos Imortais eram o arco e a lança curtos. Um peitoral de couro reforçado com placas de metal era usado por baixo da túnica. Na mão esquerda carregavam o gerron (pequeno escudo de Madeira com reforço de couro). Nas costas carregavam uma aljava. Uma espada curta ou adaga longa completava o conjunto.
Usavam uma túnica folgada ricamente decorada com detalhes em roxo, azul, amarelo ou branco.
A tática básica dos imortais era o ataque frontal com os homens dos flancos dando cobertura com disparos de arco.
A principal razão para a inferioridade do equipamento utilizado pela infantaria era que a estratégia militar persa baseava-se nos ataques de cavalaria e arqueiros. Tendo a infantaria um papel secundário.
Parte da deficiência bélica persa foi sanada com a adoção do hoplon (escudo circular grego) durante a guerra do Peloponeso, mas nenhuma outra melhoria foi adotada.
Apesar de sua inferioridade bélica, os imortais tiveram papéis de destaque na guerra contra os gregos e participaram das batalhas de Maratona e Termópilas. Continuaram a agir em território grego até o segundo ano da guerra, quando seu comandante, Mardônio, foi morto em combate.
Cento e quarenta e seis anos depois, voltaram a ser derrotados pelos gregos, agora liderados por Alexandre, o grande, na Batalha de Isso.
O titulo de Imortal só voltou a ser utilizado durante o Império Sassânida. Entre as tropas deste império a elite era chamada de Zhayedan (Imortais). Como seus antecessores, o pelotão era composto de dez mil homens, mas, diferente deles, eram uma tropa de cavalaria.

Para Saber Mais:
História
Heródoto, Editora Prestígio, 2002
The Persian Army 560-330 BC
Nicholas Sekunda e Simon Chew,
Osprey Publishing, 1992 (Em Inglês)
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